<i>Metaltento</i><br>finalmente

Após mais de 17 anos de espera, os 42 trabalhadores da Metaltento – Sociedade de Estruturas e Cofragem Metálicas, cuja falência foi decretada em 21 de Dezembro de 1995, começaram a ser contactados, no final de Abril, pelo tribunal de Vila Franca de Xira, para receberem os créditos reclamados, informou a delegação sindical local, da CGTP-IN.

Os créditos representam, no total, 414 mil euros, «mas a perda do emprego na altura, os problemas financeiros por que passaram, a desvalorização do dinheiro e a excessiva demora na resolução deste processo judicial são factos que não se apagam com o recebimento» afirma a estrutura intersindical.

«Uma sociedade, que se permite ter um sistema judicial que leva 17 anos a fazer justiça, certamente que não merece a confiança dos trabalhadores e da restante população», comenta a delegação de sindicatos, numa nota enviada à nossa Redacção, e na qual reclama «que se altere a legislação, de forma a que os trabalhadores envolvidos em processos de falência não passem por situações como a da Metaltento».

 

Milhões à espera

 

A delegação de sindicatos aproveitou para lembrar que estão ainda em tribunal, sem desfecho anunciado, 33 processos que envolvem cerca de 640 trabalhadores. O valor destas acções judiciais é de cerca de 12,7 milhões de euros, e algumas delas tiveram início ainda na década de 1990 (casos da Argibay e da Mevil).

O problema das falências que se arrastam sem que os trabalhadores sejam ressarcidos foi anteontem colocado à ministra da Justiça pelo Secretário-geral da CGTP-IN. Falando aos jornalistas, no final da reunião com Paula Teixeira da Cruz, Arménio Carlos estimou em cerca de 300 milhões de euros o valor global dos créditos a trabalhadores que estão à espera de decisão dos tribunais.



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